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Tudo sobre DORA metrics

Tempo de leitura: cerca de 6 minutos

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Pontos principais:

  • DORA metrics são um conjunto de quatro indicadores-chave para equipes de DevOps que medem a eficácia dos processos de desenvolvimento e entrega de software. Elas ajudam a comparar desempenho e identificar oportunidades de melhoria.

  • As quatro métricas são: frequência de implantação, tempo de entrega de alterações, tempo médio de recuperação e taxa de falha de alterações. Em conjunto, mostram o desempenho organizacional completo.

  • DORA metrics aumentam a eficiência operacional e a confiabilidade das equipes. Implantações menores e a automação de processos são estratégias essenciais para melhorar o desempenho em todas as quatro métricas.

No ambiente de trabalho moderno, a melhoria contínua é fundamental para os resultados do seu negócio. Isso significa que acompanhar dados e metas é essencial para entender como sua empresa está se saindo e como as mudanças impactam seu progresso. Existem diversos frameworks para avaliar a saúde e a eficácia de uma organização. Um deles é o DevOps Research and Assessment, ou DORA. 

O que são DORA metrics?

O framework DORA traz quatro métricas principais criadas para incentivar a melhoria contínua. Ele ajuda a definir metas usando dados de desempenho e a medir o avanço dessas metas.

DORA metrics, ou traduzindo do inglês, métricas DORA, foram identificadas como as que têm maior impacto no desenvolvimento e na entrega de software, com base nas respostas de mais de 30 mil profissionais ao longo de mais de cinco anos.

Quem usa DORA metrics?

Métricas DORA são voltadas para equipes DevOps e engenheiros, mas qualquer equipe de qualquer área pode aprender e aplicar esse framework.

Qual é a finalidade das métricas DORA?

DORA metrics ajudam equipes DevOps e de engenharia de diversas formas. Aqui estão algumas delas:

  • Mostram tempos de resposta realistas.

  • Ajudam a encontrar pontos de melhoria.

  • Permitem que as equipes cheguem a acordos sobre investimentos relevantes.

  • Facilitam o planejamento dos projetos.

Os KPIs DORA fornecem uma referência para que as equipes possam analisar melhor seu desempenho e compará-lo com o padrão do setor. Isso facilita a identificação de oportunidades práticas de melhoria na velocidade e na qualidade do desenvolvimento, nas entregas, no planejamento e nos investimentos.

Quais são as quatro principais DORA metrics?

Estas são as quatro métricas que a DORA prioriza:

Frequência de implantação

Novos recursos devem ser entregues de forma consistente para aumentar a retenção dos usuários e manter a competitividade. Frequência de implantação (Deployment frequency, DF) refere-se à média de implantações de código concluídas em um determinado ambiente por dia. É considerada um indicador-chave de eficiência e automação. As equipes de melhor desempenho podem realizar várias implantações por dia, enquanto outras podem implantar apenas uma vez por semana.

As métricas DevOps da DORA indicam que as equipes mais bem-sucedidas tendem a priorizar a frequência de implantação em vez do tamanho da implantação. Isso significa que as equipes devem optar por implantações menores e mais frequentes, em vez de grandes implantações realizadas raramente. 

Qual a importância

Essa métrica vai além de medir apenas a rapidez com que sua equipe trabalha. Ela indica a agilidade da sua organização e se sua equipe consegue responder rapidamente às mudanças do mercado, fechar ciclos de feedback e identificar problemas com agilidade.

Fica a dica

Não foque em atingir um número específico de implantações. Primeiro, analise onde sua equipe está no momento e concentre-se em melhorias modestas e que tragam valor. 

Tempo de entrega de alterações

Lead time, ou LT, às vezes também é chamado de tempo médio de entrega de alterações. Refere-se ao tempo que uma equipe leva para implementar uma mudança desde o momento em que se compromete a realizá-la — como um restaurante que acompanha quanto tempo leva para um cliente receber seu pedido após fazê-lo ao garçom. Em média, as equipes levam cerca de uma semana para implementar alterações, mas as de melhor desempenho podem executar o processo em apenas um dia. 

Ele também revela a capacidade da equipe, o que é essencial para líderes terem expectativas realistas sobre o processo de desenvolvimento. Para melhorar esse indicador, é possível apostar em implementações menores, aumentar a eficiência dos processos ou automatizar testes.

Qual a importância

Esse indicador revela a eficiência da equipe como um todo. Um tempo de entrega de alterações competitivo mostra que você cumpre seus compromissos com frequência e reforça a confiança na marca.

Fica a dica

Quando você descobre esse indicador, pode ficar sobrecarregado ao tentar enxergar onde está o problema. Em vez de mudar tudo de uma vez, procure o maior gargalo do processo e comece por ele.

Tempo médio de recuperação

Mean time to recovery (MTTR) é o tempo que uma equipe leva para restaurar um sistema após uma falha. É importante por mostrar quanto tempo a equipe demora para identificar problemas e resolvê-los. Na prática, mede a velocidade com que uma equipe de pit stop consegue colocar um carro de corrida de volta na pista.

Nessa métrica, quanto mais rápido melhor, e sempre dá para melhorar. As equipes mais eficientes resolvem problemas em uma ou duas horas.

Para melhorar o tempo médio de recuperação, as equipes devem criar processos de gestão de incidentes que sejam fáceis de entender e executar. Assim, todos sabem o que fazer assim que uma falha é identificada.

Qual a importância

Essa métrica mostra a resiliência da empresa. Falhas acontecerão, mas um tempo médio de recuperação baixo indica que você consegue se levantar rapidamente. Isso economiza tempo e dinheiro, além de proteger a reputação da marca e sua base de usuários.

Fica a dica

O MTTR médio é útil, mas vale também analisar casos fora da curva. Relatórios de incidentes e dados de retrospectiva ajudam a entender por que o tempo de recuperação foi muito mais curto ou longo em algumas situações. Tente descobrir a razão disso e veja se pode aplicar as lições a outros incidentes.

Taxa de falha de alterações

A última métrica DORA é a Change Failure Rate (CFR), que calcula quantas implantações causam falhas. É obtida dividindo o número de incidentes pelo número de implantações. Uma taxa de falha de alterações alta indica que defeitos estão passando despercebidos e prejudicam a qualidade do produto. O valor médio desse índice varia de 0% a 15%.

Taxa de falha de alterações é a única métrica DORA que não foca na velocidade das implantações e mudanças. Ela prova que as implantações não são só rápidas, mas também de qualidade. Assim como nas outras métricas, automação e implantações menores ajudam a melhorar a CFR.

Qual a importância

A velocidade é importante, mas não se você cometer erros graves no processo. A taxa de falha de alterações pode ser vista como o indicador mais importante, pois equilibra os outros ao mostrar o quanto a empresa é confiável. Confiabilidade melhora o engajamento dos colaboradores e a confiança dos usuários.

Fica a dica

Não pense que uma CFR de 0% é o ideal — isso pode significar que sua equipe está sendo cautelosa demais. Ao experimentar e inovar, certas falhas são inevitáveis. Se sua equipe valoriza inovação, provavelmente a taxa não vai ficar em 0%, e isso é normal.

Como implementar as DORA metrics?

Analise as quatro métricas DORA em conjunto para ter uma visão completa da eficiência e valor da empresa. Por exemplo, se o tempo de entrega de alterações é competitivo, isso pode parecer ideal. Mas combinado com alta taxa de falha de alterações, o resultado perde relevância e aponta que implantações um pouco mais lentas e precisas podem ser positivas.

Para começar a aplicar as métricas DORA DevOps, é preciso criar um pipeline que separe as fontes de dados em mudanças, incidentes e implantações. Extraia os dados, classifique-os e depois calcule cada métrica conforme o desempenho.

Um painel de DORA metrics é ideal para analisar e acompanhar esses indicadores, possibilitando comparações precisas. Recursos avançados de vinculação de dados atualizam os diagramas automaticamente, poupando tempo e esforço no dia a dia.

Este modelo de painel de DORA metrics oferece uma maneira fácil de revisar métricas importantes. Clique na imagem para editá-lo online.
Este modelo de painel de DORA metrics oferece uma maneira fácil de revisar métricas importantes. Clique na imagem para editá-lo online.
Modelo de DORA metrics

Eleve o desempenho da sua empresa com DORA metrics

As DORA metrics (métricas DORA) são ótimas para aumentar a eficiência e impulsionar resultados em equipes DevOps e de engenharia. Quando analisadas juntas, oferecem uma visão realista do negócio e criam um padrão de referência. Com a Lucid, você pode visualizar e acompanhar as métricas DORA, sabendo sempre como está em relação à concorrência.

Vamos aprofundar nas métricas e mostrar como defini-las para sua equipe.

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Sobre: Lucidchart

O Lucidchart, um aplicativo de diagramação inteligente que roda na nuvem, é um componente central da Suíte de colaboração visual da Lucid Software. Essa solução intuitiva de nuvem oferece às equipes a possibilidade de colaborar em tempo real para criar fluxogramas, mockups, diagramas UML, mapas de jornada do cliente e muito mais. O Lucidchart impulsiona as equipes para uma construção mais ágil do futuro. A Lucid tem orgulho de atender às principais empresas de todo o mundo, incluindo clientes como Google, GE e NBC Universal, e 99% das empresas da Fortune 500. A Lucid faz parceria com líderes do setor, como Google, Atlassian e Microsoft. Desde a inauguração, a Lucid recebeu vários prêmios por seus produtos e negócios e pela cultura no local de trabalho. Veja mais informações em lucidchart.com/pt.

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